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Brasil: Imunidade coletiva em Manaus, realidade ou miragem?

Brasil: Imunidade coletiva em Manaus, realidade ou miragem?

Embora vários estudos sérios mostrem que a população desta metrópole brasileira alcançou a imunidade do rebanho, os casos têm aumentado nos últimos três meses.

A esperança de imunidade do rebanho na cidade brasileira de Manaus foi rapidamente abalada. A cidade, já em grande parte enlutada pela pandemia durante a primeira onda, viu seus hospitais serem esmagados pelo número de pessoas infectadas pelo Covid-19, com valas comuns sendo cavadas em uma emergência no auge da pandemia do Covid-19.

Mas um estudo publicado no final de setembro no site medRxiv mostrou através de um modelo matemático que 66% da população desta metrópole do norte teria anticorpos contra o coronavírus. Outro estudo, publicado em 8 de dezembro na revista científica Science, apóia esta teoria. Conduzido entre março e outubro, estima que mais de três quartos dos habitantes de Manaus (76%) teriam agora anticorpos contra o SARS-CoV-2, relata Le Monde. Isto aumenta a esperança de ter atingido o limiar da imunidade coletiva.

Aumento das infecções

No entanto, a curva de contaminação já começou a subir novamente há três meses. De acordo com dados da Fundação de Vigilância Sanitária do Amazonas (FVS-AM), o número de novos casos confirmados se aproxima do limiar de 1.000 todos os dias. Durante a primeira onda, particularmente mortal, o número de novos casos confirmados flutuou diariamente entre cerca de 1.000 e 1.650. Quanto às mortes, elas estagnam entre 40 e 70 mortes por semana. Finalmente, segundo um estudo, publicado no final de novembro por pesquisadores brasileiros, citado pelo Diario de Pernambouco, Manaus concentra 40% dos casos do Estado.

“É necessário fazer a diferença entre a presença de anticorpos e imunidade”, explica Guilherme Werneck, um renomado epidemiologista brasileiro, ao Le Monde. As reais capacidades protetoras dos anticorpos ainda são em grande parte desconhecidas. Não sabemos se eles protegem total ou parcialmente contra a Covid, se esta proteção é de longo ou curto prazo e se podemos ser reinfectados, por exemplo, após alguns meses”.

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