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No Brasil, o desmantelamento da Fundação para o Índio, símbolo da ofensiva do bolonaro contra o povo indígena, é um grande passo em frente.

No Brasil, o desmantelamento da Fundação para o Índio, símbolo da ofensiva do bolonaro contra o povo indígena, é um grande passo em frente.

É um bonito palácio dourado, com molduras na cor creme chantilly e portas irremediavelmente fechadas. Há muito tempo qualquer visitante não podia entrar na porta do Museu do Índio, localizado no coração do bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. E com razão: o museu está fechado há quatro anos, devido a problemas administrativos, à Covid-19 e à política do Presidente Jair Bolsonaro em relação aos povos indígenas.

Oficialmente, porém, trata-se apenas de um simples mas interminável trabalho de renovação, necessário para restaurar a segurança contra incêndio do local, datado do século XIX. Inaugurado em 1953, o frágil museu é muito mais que um espaço de exposição, é também o guardião da memória dos povos indígenas do Brasil: seus arquivos abrigam mais de 32.000 peças etnográficas e publicações, documentando a vida dos 817.000 indígenas do Brasil. Uma coleção de valor inestimável.

Mas será que este belo museu alguma vez reabrirá suas portas? “Estou extremamente preocupado com seu futuro”, preocupa seu ex-diretor José Carlos Levinho. Ele foi bruscamente demitido em 15 de outubro de 2019. “Fui dispensado do Diário Oficial”, diz o caloroso rapaz de 60 anos, que, após 24 anos no cargo, teve menos de 24 horas para fazer as malas e sair de seu escritório – não sem derramar algumas lágrimas.

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