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Secretário faz palestra sobre Violência na Escola e Homofobia

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA



Evento aconteceu na manhã desta quinta-feira, 12 no auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Professores e estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe (IFS) participaram, na manhã desta quinta-feira, 12, da palestra “Violência na Escola e Homofobia”, com o secretário dos Direitos Humanos e da Cidadania, Iran Barbosa, que agradeceu pela oportunidade de poder estar retornando ao IFS, instituição da qual já foi professor substituto. Na abertura de sua palestra, o secretário e professor de História fez uma explanação sobre as causas de a violência estar tão enraizada na nossa sociedade, lembrando que desde os tempos do Brasil Colônia, a violência contra os negros e as camadas populares era sistematizada. Destacou, ainda, que na sociedade moderna a violência toma a forma da banalização, exaustivamente explorada pela mídia, e a da aceitação por parte da população. Ressaltou também que o modelo capitalista, que prega valores como o consumo desenfreado, a competitividade exacerbada e o individualismo, além de ser excludente, acaba por si só sendo gerador de violência. O comércio de armas e drogas e o seu consumo desenfreado também são fatores que alimentam a crescente onda de violência, segundo Iran Barbosa, o que acaba alcançando também as escolas. Para o secretário dos Direitos Humanos, a homofobia é resultante de atitudes e comportamentos preconceituosos e que tem a característica de ser eivado de ódio, por isso é reconhecida como crime de ódio. Ressaltou que a violência contra os homossexuais tem tomado proporções alarmanetes e que a escola pode desempenhar um papel fundamental no combate à homofobia. “Qual a nossa parcela de contribuição enquanto professores para, a partir da escola, formarmos uma juventude que não carregue consigo essa carga de preconceito contra os homossexuais, contra os que são diferentes?”, questionou, lembrando que relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB) aponta o Brasil como país mais violento para os homossexuais e Sergipe como o nono estado no ranking dos assassinatos homofóbicos. “Esses dados devem nos incomodar enquanto educadores e nos motivar a preparar nossos alunos para conviver com as diferenças. Claro, essa tarefa não é só nossa, mas não podemos ser silenciosos frente à homofobia”, enfatizou. Iran Barbosa ressaltou que ainda há um longo caminho a percorrer dentro das escolas, já que falta formação específica para os professores lidarem com a questão e material didático apropriado. “Mas os processos educativos precisam levar essa construção para dentro das nossas escolas. E no momento em que falamos tanto em educação inclusiva, a questão do combate à homofobia deve ser pautada, já que inclusão deve propiciar a aceitação de todos os tipos de diferenças”, disse. O secretário também apontou como saída para se combater a homofobia nas escolas o envolvimento maior dos alunos em refletir melhor a questão e reforçar um novo tipo de visão que respeite a diferença, seja ela sexual, religiosa ou étnica. Crianças e adolescentes Na parte da tarde, o secretário Iran Barbosa participou, na Assembleia Legislativa de Sergipe, da audiência pública promovida pela Frente Parlamentar de Defesa da Criança e do Adolescente do Estado de Sergipe, coordenada pela deputada Ana Lúcia (PT), junto com a sociedade civil organizada, onde se discutiu “Políticas Públicas: Perspectivas de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes”. A audiência pública contou com as participações de Ane Rosenir Teixeira, Diretora da Sub Secretaria de Enfrentamento à Violência da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres da Presidência da República; Priscila Pereira, pesquisadora – que apresentou um panorama geral do Turismo Sexual na Orla de Atalaia; de Maria de Lourdes Moreira, assistente social da Secretaria de Turismo; e outros representantes do Sistema de Garantia de Direitos do Estado de Sergipe. A audiência pública foi bastante concorrida e contou com uma grande representatividade de setores diversos da sociedade, preocupados com o tema em debate. Fonte: Ascom SEDHUC www.infonet.com.br





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